Antero Henrique, director-geral da SAD para o futebol do FC Porto, rejeita que a verdade desportiva seja desvirtuada com os empréstimos dos jogadores e afirma que o clube reduziu em 16 o número de atletas emprestados.
"O empréstimo de jogadores sempre existiu em Portugal, não tem um ano nem dois, nem dez, mas parece que agora é um problema. E sabe porquê? Porque os outros não têm jogadores para emprestar", vincou. Segundo o director-geral para o futebol, a estratégia do FC Porto é emprestar os valores emergentes: "A nossa estratégia é emprestar aqueles jogadores que saem da nossa formação mas que ainda não têm experiência para jogar na nossa primeira equipa - não é fácil entrar numa equipa de campeões. E a estratégia tem sido um êxito. Mais de 80 por cento dos jogadores cedidos são sub-23 e muitos deles serão campeões no FC Porto, não tenho dúvidas. E, nesta época, reduzimos em 16 o número de jogadores emprestados".
Uma eventual alteração regulamentar que limite os empréstimos não parece perturbar Antero Henrique: "Podem mudar os regulamentos à vontade, saberemos adaptar-nos e encontrar soluções. É para isso que cá estamos".
Empréstimos à parte, o director-geral para o futebol da SAD do FC Porto antevê um "pentacampeão" na Liga, diz que os "dragões" estão preparados e não teme os reforços do Benfica, que acusa de não saber "ganhar em democracia".
Sobre a equipa, o director-geral para o futebol reconhece que o "FC Porto transferiu três jogadores muito importantes - Lucho, Lisandro e Cissokho", mas garante que o plantel está preparado: "Apetrechamo-nos de forma a fazermos frente a todas as competições. Esta equipa vai ter protagonistas diferentes, mas vai ser igual ou melhor na competitividade, como é habitual entre nós. Agora termina o campeonato da ilusão e começa o campeonato real".
E como que a justificar a ambição da renovação do título, explica que o FC Porto é mais eficaz em competição: "Conseguirmos melhores desempenhos e resultados sob pressão do que em circunstâncias normais... Assusta-nos podermos não ter desafios e não termos quem nos crie ameaças ou com quem competir. Somos mais fortes quando é a doer e quando há muito em jogo".
Assumindo que o FC Porto entra na Liga com o objectivo de chegar ao fim em primeiro, Antero Henrique desvaloriza os investimentos dos adversários, designadamente do Benfica. "O FC Porto gastou 20 milhões em compras e realizou 67,5 milhões em transferências. Não sou economista, mas parece-me óbvio que o FC Porto, tal como nos anos anteriores, foi o único clube que desinvestiu financeiramente. Para vencer não chega gastar milhões e o Benfica não sabe ganhar em democracia", sublinha.
Um ano depois de o FC Porto ter estado em risco de ficar de fora das competições da UEFA devido ao Apito Dourado, e poucos dias depois do Comité de Controlo e Disciplina da UEFA ter encerrado o caso, Antero Henrique aponta baterias aos detractores do clube. "Se o segredo do sucesso do FC Porto assentasse em fraudes, como tantos defendem há anos, nas últimas três épocas não teria sido possível manter os mesmos níveis de sucesso do passado recente. Percebemos que seja difícil aceitar que o FC Porto aprendeu a desenvolver jogadores e equipas de 'top' mundial. Os factos não deixam dúvidas. Até podem esquecer os títulos... Contem apenas os jogadores que as equipas mais poderosas do mundo quiseram levar. Duas vezes por ano, Paris e Milão são paragens obrigatórias para quem procura alta costura. O Estádio do Dragão, há muitos anos que é paragem obrigatória para quem quer ver as nossas criações...", concluiu.
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